Quem cuida de quem dança? O corpo que dança vive no encontro entre arte, educação e saúde, e a demanda por conhecimento e por serviços em Medicina e Ciência da Dança (MCD) é crescente e amplamente múltipla, no Brasil e no exterior.
O problema é que esse conhecimento ainda circula disperso, em idiomas, instituições e áreas diferentes. Profissionais da dança, da educação e da saúde raramente encontram, em um mesmo lugar, orientações teóricas, conceituais e metodológicas capazes de sustentar a prática cotidiana e a pesquisa com rigor. O efeito aparece na sala de ensaio: lesão avaliada tarde, treinamento sem base científica, pesquisa que não chega a quem dança.
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Guia de Medicina & Ciência da Dança foi construído para responder a essa necessidade. Escrito em português e inglês, convoca 23 autores e pesquisadores com diferentes experiências de liderança na MCD para escreverem sobre suas vivências na área, dividindo conhecimento e construindo caminhos que tragam visibilidade, acesso e sustentabilidade. São 380 páginas de contextos transversais e olhares diversos, nascidas do desejo por uma cooperação interinstitucional, interdisciplinar, coletiva e solidária.
A obra é fruto das primeiras ações de fomento da Rede Brasil-Reino Unido em Medicina e Ciência da Dança (Rede BRUK em MCD), que surgiram com a organização do simpósio "As Potencialidades e Desafios da Pesquisa em Medicina e Ciência da Dança: construindo colaborações entre o Reino Unido e o Brasil", realizado em Goiânia, em 2016. A organização é assinada por Adriano Bittar, Matthew Wyon, Valéria Figueiredo, Derrick Brown e Aline Haas, pesquisadores ligados a universidades do Brasil, do Reino Unido e da Suíça, ao lado de colaboradores convidados como Emma Redding, Helen Laws, Fernando Zikan, Karen Wood, Nico Kolokythas e Ana Carolina Quireze Rosa.
Para dançarinos, professores, coreógrafos, fisioterapeutas, médicos, nutricionistas, preparadores físicos, estudantes e pesquisadores, este é um convite a refletir e debater eticamente, com a amplitude e o rigor necessários ao crescimento e à valorização desta área de estudo.
Leve a ciência para dentro da sala de ensaio.