Eis aqui uma reunião de cinco livros estranhos, singulares. Talvez deslivros, cujo título geral configura uma coleção errante, um atlas brevíssimo, dedicado a nomes, línguas e lugares meramente ideais.
Até mesmo a inscrição de cada autor (apenas um) é tema e variação, invertido, espelhado, como se todos fossem sósias entre si.
Impõe-se uma exceção: Paulo Sergio Viana. Ele existe, de direito e de fato, responsável pela tradução dos poemas do autor para o esperanto. Todo o restante é um coletivo de fantasmas, ideias nômades, perdidas.
Três livros saíram sob a chancela de uma editora, cuja sede se encontra fora do tempo e do espaço. Trata-se da pequena, senão ínfima, e destemida, editora Dragão.
Inéditos somente o Mutus liber e As Nereidas, originários de uma gaveta, baldia.
Aceite, caro leitor, essas páginas sem fio-terra. Literatura potencial, um simples jogo. Talvez nem tanto assim...