Um romance sobre Paris traz, talvez, sua maior contribuição na parte da história. Saramago e tantos outros romancistas e historiadores
colocaram em xeque: em que medida a história não seria uma ficção e em que medida a ficção não seria história? Em que medida ambas não
seriam complementares? Em que medida a ficção tem compromisso com a tal da verdade? No romance em questão, direta ou indiretamente, tais questões subjazem aos nossos olhos. Ele retrata um jovem que divide a sua vida entre Praga e Paris.
Os diários, memórias. romances com tons autobiográficos e análogos dos escritores são reveladores. Digamos que a verdade se mostra não somente nos comentários que porventura venham a fazer.
Mas, em grande parte, nas aberturas de alma.