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Clarice Campos nasceu no Rio de Janeiro. É graduada em Letras, especialista em Literatura Brasileira de Autoria Feminina e em Literatura Infantil e Juvenil, e mestre em Memórias e Acervos. Atualmente, é doutoranda em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atuou como professora em escolas públicas no Rio de Janeiro durante trinta anos e, hoje em dia, é professora convidada em programas de pós-graduação. Estreou na literatura na coletânea Minhas memórias literárias, em 2015. Desde então, participou de diversas antologias, como Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras (2020), Letramento Racial na literatura para as infâncias (2025). É coautora do livro Educação literária para crianças plurais, com Cintia Barreto (2024), e, em 2025, publicou A Dança de Ayó. Ministra a oficina "Tecendo histórias com bonecas pretas", momentos em que, nas palavras da autora, "utiliza as histórias e a memória como fios que unem inícios e fins". O bordado da minha avó foi inspirado na infância de Clarice, que se encantava com as histórias que a avó contava enquanto bordava.
Ana Cardia nasceu em Franca (SP). É formada em Arquitetura e Urbanismo. Cresceu vendo a mãe desenhar e podendo usar tintas, papéis e explorar diferentes técnicas artesanais. Depois da maternidade, passou a criar bonecas de pano, bordados e ilustrações autorais. Foi por meio das redes sociais, onde costumava compartilhar suas criações, que Ana teve a oportunidade de ilustrar seu primeiro livro, Coragem de viver, de Carpinejar, em 2021. Desde então, ela ilustrou diversas obras, dentre elas: Vovó é o poder, nova parceria com Carpinejar (2022); O menino e a gaivota, de Ana Paula Abreu (2022), vencedor do prêmio Herbert Holetz; Pipoca e Picolé, de Adriana Lisboa (2023); Outro você, de Flávia Camargo (2024) e Ted com tod, de Tiago Gonçalves (2025). Assim como Clarice, Ana guarda memórias da avó bordando, embora não tenha aprendido essa arte com ela. Ao ilustrar este livro, sentiu como se estivesse bordando um pouquinho das próprias memórias. Ela acredita que linhas, sejam elas desenhadas, escritas, bordadas, costuradas ou tecidas, são cordões capazes de nos conectar com nossas próprias histórias e com o mundo.
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