O que aconteceu, de verdade e como nunca foi contado, nos bastidores do Jornal Nacional e na redação da Globo nos tempos em que a emissora se submeteu à ditadura.
O comportamento da Globo em episódios como o caso Proconsult, o atentado do Riocentro e a campanha das Diretas Já!
O debate entre Collor e Lula em 1989 no testemunho de quem estava lá.
O jornalismo de oposição da emissora contra os governos do PT e a criminalização da política na cobertura do Mensalão e da Operação Lava Jato.
As origens do apelido "Globolixo" e o que aconteceu na redação na pandemia da Covid-19 e na tentativa de golpe de Estado de 2023.
Os avanços e tropeços no desafio diário de mostrar a violência, a miséria e as iniquidades da sociedade brasileira.
Como o jornalismo da Globo moldou o olhar de dezenas de milhões de brasileiros para as últimas seis décadas da história política, social, econômica e cultural do país.
Um coronel tira um revólver do coldre, deixa a arma sobre a bancada e começa a ler para a câmera o editorial encomendado pela ditadura. Um repórter narra a queda do Muro de Berlim do alto do próprio muro, cercado por berlinenses em festa. Um avião cai durante o Jornal Nacional e a redação não tem como confirmar o voo. Um repórter é executado por traficantes no alto de um morro. Milton Nascimento canta "Coração de Estudante" para um milhão de pessoas na Candelária, e o Jornal Nacional invade o horário da novela para mostrar. Cenas como essas atravessam A Globo, 60 anos: Jornalismo (1965-2026), livro em que Ernesto Rodrigues reconstitui os bastidores da redação mais poderosa do país.
Em A Globo, 60 anos: Jornalismo (1965-2026), recorte temático da trilogia A Globo, de Ernesto Rodrigues, publicada pela Autêntica entre 2024 e 2026, o livro acompanha, capítulo a capítulo, como o jornalismo da emissora oscilou entre a submissão e a independência, entre o governismo e a cobertura adversária, entre o furo histórico e o tropeço constrangedor.
Com base em centenas de depoimentos do acervo do Memória Globo, entrevistas inéditas e fontes independentes, e sem qualquer vínculo com o Grupo Globo, o autor mostra que a história do jornalismo da emissora é também uma história do Brasil contemporâneo, contada por quem estava diante e por trás das câmeras.